Suspeito de matar vaqueiro Dadá Guedes tenta retirar da internet foto divulgada pela Polícia Civil, mas Justiça nega pedido
A Justiça negou o pedido de tutela de urgência apresentado por Darlei Teixeira Vitor, conhecido como Sasom Boiadeiro, investigado pela morte do vaqueiro Francisco Eudázio Lira Soares, o Dadá Guedes, para retirar das redes sociais as publicações da Polícia Civil que divulgavam sua imagem como foragido.
A ação foi proposta após a divulgação da fotografia do suspeito pelo delegado William Lopes, responsável pelas investigações. A defesa alegou que a exposição da imagem antes de uma condenação definitiva violaria o princípio constitucional da presunção de inocência e pediu a remoção imediata das publicações, sob pena de multa diária.
Ao analisar o caso, o juiz Rodrigo Campelo Diógenes, da 2ª Vara da Comarca de Quixeramobim, indeferiu o pedido de tutela de urgência. Na decisão, o magistrado destacou que Darlei encontrava-se foragido no momento da divulgação e que a publicação da imagem fazia parte das medidas adotadas pela Polícia Civil para auxiliar no cumprimento do mandado de prisão.
O juiz também reconheceu a ilegitimidade do delegado William Lopes da Silva Júnior para figurar como réu na ação, determinando que o processo tenha continuidade apenas contra o Estado do Ceará. Com isso, as publicações permanecem disponíveis enquanto a ação segue em tramitação.
Darlei Teixeira Vitor é investigado pela morte do campeão de vaquejada Francisco Eudázio Lira Soares, o Dadá Guedes, assassinado a facadas no dia 7 de junho, em Quixeramobim, logo após vencer uma competição. A Polícia Civil concluiu o inquérito e o indiciou por homicídio qualificado.
Posteriormente, Darlei apresentou-se espontaneamente à Delegacia Regional de Quixadá e permanece à disposição da Justiça.
A defesa do investigado sustenta que a versão apresentada pela investigação não corresponde aos fatos e afirma que Darlei teria agido em legítima defesa. Já os familiares de Dadá Guedes contestam essa alegação e defendem que o caso seja integralmente esclarecido pelo Poder Judiciário.







