Professor é alvo de operação da PF que investiga entrada de celulares e materiais ilícitos em presídios do Ceará.

Após meses de investigação, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE)deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6) a ‘Operação Tutor’, para desarticular um esquema criminoso responsável por colocar dentro dos presídios do Ceará celulares e outros objetos ilícitos.

Um dos alvos da operação é um professor. Segundo a Polícia Federal, o homem se valia “do acesso proporcionado por sua atividade profissional para introduzir clandestinamente canetas esferográficas no estabelecimento, mediante recebimento de pagamentos via PIX”.

A suspeita é de que as canetas eram usadas para criminosos faccionados escreverem bilhetes com conteúdo criminoso. 

Dois mandados de prisão foram cumpridos contra dois internos que já estavam recolhidos no Sistema Penitenciário cearense. Contra o professor foi cumprido um mandado de busca e apreensão.

Mandado de busca e apreensão foi cumprido.

Legenda: Mandado de busca e apreensão foi cumprido.
Foto: Divulgação/PF.

 

A Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP-CE), divulgou que os internos foram identificados como José Rubens Feitosa Bandeira e Adriano Costa Lima.

O docente é Francisco Anderson Gomes dos Santos, “que atuava como professor na referida unidade prisional.A ação contra o servidor terceirizado foi realizada no bairro Jangurussu, em Fortaleza”, segundo a SAP.

Agentes estiveram no Instituto Penal Professor Olavo Oliveira II (IPPOO II), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.

COMO A INVESTIGAÇÃO COMEÇOU

De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou em junho de 2026, depois de um aparelho celular ser apreendido dentro de um presídio no Ceará.

“A análise forense do dispositivo revelou um esquema organizado, com divisão de tarefas entre internos e colaboradores externos, envolvendo a locação clandestina de celulares e canetas esferográficas mediante pagamento”.

A apuração da Polícia também indica quedentro das unidades circulavam manuscritos, utilizados pro uma facção criminosa para dar ordens e orientações entre seus integrantes, “além de articulações para obtenção de armas de fogo destinadas à prática de crimes fora do sistema penitenciário”.

COMBATE AO ‘DELIVERY DO CRIME’

No último ano, foram deflagradas outras operações para combater o ‘delivery do crime’ no Ceará. Uma delas foi a ‘Operação Escudo Aéreo’, também da Ficco.

Em novembro de 2025, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou que dentre os alvos dessa operação “estão dois pilotos de drones, um empresário ligado a um esquema de fraude e um interno da Unidade Prisional Professor José Jucá Neto (UP-Itaitinga 3), apontado como responsável por articular a entrada de ilícitos por meio dos equipamentos aéreos e por práticas fraudulentas”.

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Post Author: Redação

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