Clébio Lopes Pereira, o Clébio Jacaré (União Brasil), candidato a deputado federal que declarou um patrimônio de R$ 5,1 milhões em espécie, foi preso na manhã desta quinta-feira (15), na terceira fase da operação Apanthropia desencadeada hoje em Itatiaia, município do Vale do Paraíba fluminense, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MP-RJ).
A Justiça autorizou a prisão de Jacaré e de outras quatro pessoas, incluindo o vereador e ex-prefeito Silvano Rodrigues da Silva, o Vaninho.
Na decisão, o juiz Marcelo Rubioli, titular da 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado do Tribunal de Justiça, ordenou o afastamento de seis dos dez vereadores da Câmara Municipal de Itatiaia. Jacaré foi preso em sua casa, na Barra da Tijuca, e foi levado para a 16ªDP (Barra da Tijuca).
Eles são acusados de peculato e de compor uma organização criminosa por assumir ilegalmente o controle da Prefeitura local e promover uma farra com os recursos públicos por intermédio de nomeação de funcionários fantasmas e de contratações fraudulentas. O Gaeco suspeita que o mesmo grupo, originário da Baixada Fluminense, deu esse golpe em outras prefeituras fluminenses, arrendando-as dos líderes políticos locais.
Candidato pelo partido União, Clébio Jacaré é apontado como um dos mais atuantes lobistas do Estado do Rio, com negócios suspeitos especialmente na área de Saúde. Em 2020, seu nome apareceu nas investigações da Operação Favorito – que levaria à queda do governador Wilson Witzel – associado a dois empresários presos na ocasião por venderem máscaras ao estado a preços superfaturados. Um deles teria subcontratado uma empresa do grupo de Clébio para aplicar o golpe.
Fonte: Extra







