O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que, caso reeleito, vai procurar reduzir o número de concursos públicos no país para “proteger os atuais servidores”.
O chefe do Executivo alegou que, com o inchaço da máquina pública, não haverá dinheiro para pagar a todos os funcionários e ainda comentou sobre a extinção de 20 mil cargos de comissão em 2019, quando assumiu o posto. As declarações ocorreram na sabatina organizada pelo Instituto União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) com candidatos à Presidência da República.
“Evitar os concursos públicos até para proteger os atuais servidores que estão aí. Eu sei que os jovens ficam chateados, querem um concurso, mas a máquina está no seu limite. Vai chegar num ponto em que não vai ter dinheiro para mais ninguém”, afirmou Bolsonaro.
A política de restrição de concursos vem sendo adotada desde o início do atual governo, sob protesto de entidades ligadas aos servidores, que argumentam falta de pessoal em diversas órgãos da administração. O ministro da Economia, Paulo Guedes, no entanto, alega que boa parte do serviço oferecido pela administração pública pode ser suprido por meios digitais.
No encontro com os empresários, o presidente disse ainda aguardar a aprovação da reforma administrativa para “futuros servidores”. O governo chegou a encaminhar ao Congresso uma proposta de reforma (PEC 32) que foi duramente combatida pelo funcionalismo e acabou engavetada pelos parlamentares. “Essa é a nossa proposta: se houver reeleição, essa reforma o Parlamento que vai decidir, e fazer com que tenhamos um novo quadro de servidores”, frisou. Mas ele reconheceu a dificuldade de aprovação da medida: “A maior reforma administrativa que fizemos foi a contenção de concursos. Reforma administrativa é muito difícil aprovar no Parlamento”.
Com informações do Correio Braziliense







