Situação polêmica envolvendo a Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Dr. José Alves da Silveira, localizada na cidade de Quixeramobim, dividiu opiniões durante essa sexta-feira (19).
A situação polêmica aconteceu durante uma encenação gravada em uma das apresentações na Semana de Humanas e Linguagens que aconteceu entre os dias 15 e 19 de maio, com a temática a Cultura Afro-brasileira.
A apresentação que gerou polêmica nas redes sociais, traz uma representação de Polícias Militares executando um jovem negro. No vídeo é possível observar um estudante no palco simulando uma caminhada, e ouvir sirenes simulando viaturas. Em seguida, alunos aparecem caracterizados como Polícias que gritam: “Bora, bora, coloca a mão na cabeça, e ordenam que o jovem ajoelhe com as mãos na cabeça, logo em seguida simulam uma execução.
A apresentação procurava retratar um caso recente de racismo ocorrido em Minneapolis, Minnesota. Onde George Perry Floyd Jr., 46 anos, foi brutalmente assassinado por polícias durante uma abordagem. Porém, o que era para ser uma representação acerca do racismo, acabou virando notícia e chamando a atenção das autoridades e da sociedade, por generalizar a figura do policial e colocá-lo como representação de preconceito e crimes bárbaros.
Em alguns comentários em rede sociais algumas pessoas estão classificando a apresentação como “doutrinação escolar” , “inversão de valores” e “desrespeito com a polícia “.
Apesar da encenação trazer uma representação de um fato que ganhou repercussão mundial, os cartazes apresentados não pegaram bem aos olhos da sociedade. Em um dos cartazes que é segurado por uma aluna está escrito: “A bala da PM só mata preto!”. O cartaz faz uma generalização da Polícia Militar e coloca a figura do policial como inimigo da sociedade.
O fato gerou polêmica e diversas autoridades manifestaram repúdio através das redes sociais.







