Antes de ser presa na Operação ‘Sarmat’, a advogada Wanessa Kelly Pinheiro Lopes, de Boa Viagem, passou meses sob investigação da Polícia Civil.
A Polícia chegou ao nome da advogada a partir de uma investigação iniciada ainda em 2021. Quando uma série de homicídios aconteceu na região dos bairros Bonsucesso e João XIII, a mando de uma facção carioca, investigadores prenderam os suspeitos pelos crimes e analisaram dados dos celulares apreendidos, após autorização judicial.
A partir da análise do celular de Caio da Rocha Freire, o ‘Bazuca’, a Polícia verificou indícios de movimentação financeira referente ao tráfico de drogas envolvendo o suspeito e Helder Paes de Oliveira Júnior, residente da cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia,fronteira com a Bolívia.
O Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro da PCCE encontrou 31 transações, sendo de três pessoas jurídicas, com domicílio no Ceará. A advogada Wanessa Pinheiro era uma delas.
Os passos de Wanessa Kelly Pinheiro passaram a ser seguidos pelos investigadores. Na apuração, a Polícia verificou que a investigada está cadastrada junto ao Sistema Penitenciário como “companheira” de José Glauberto Teixeira do Nascimento, o ‘Gleissim’. Glauberto é apontado como líder de uma facção carioca e nome conhecido na Segurança Pública do Ceará.
Wanessa, também teria realizado visitas a outros presos com o intuito de facilitar mensagens entre membros da facção criminosa.
Com informações do Diário do Nordeste







