O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou na terça-feira (24) um professor de ioga acusado dos crimes de perseguição e assédio sexual contra uma mulher na praia de Canoa Quebrada, em Aracati. O suspeito é natural do Uruguai e trabalhou como instrutor na região litorânea em 2023.
De acordo com a denúncia, o caso ocorreu em agosto daquele ano. O homem teria se utilizado da condição de professor “para obter vantagem sexual da vítima e passou a persegui-la após ela ter se afastado e recusado novas aulas de ioga”.
Os dois se conheceram em uma viagem, quando conversaram e trocaram números de telefone. No mesmo dia, o acusado apareceu sem convite na casa da vítima, que morava sozinha e “estava com crises de pânico, em situação vulnerável”, narrou o MP.
“O denunciado ofereceu serviços como professor de ioga e ministrava as aulas na residência da mulher aplicando ‘técnicas’ íntimas de relaxamento, com conotação sexual, tudo sem consentimento da vítima, a deixando desconfortável e incomodada”, aponta a denúncia.
➡️ Entenda: A denúncia é um documento formal pelo qual o Ministério Público acusa alguém de ter cometido um crime, dando início a um processo penal.
Prisão em 2024
Um professor de ioga, natural do Uruguai, foi preso suspeito de estupro de vulnerável e crime contra a dignidade sexual em Canoa Quebrada, praia de Aracati, no litoral do Ceará, em setembro de 2024.
Na ocasião, o suspeito, de 62 anos, teria se aproveitado da vulnerabilidade das vítimas, que o procuravam em busca de cura. Ele fugiu do Brasil e foi incluído na lista vermelha da Interpol, sendo capturado ao desembarcar no Uruguai.
O Ministério Público do Ceará não confirmou que o suspeito preso em 2024 é o mesmo homem denunciado em março de 2026.
Fonte: G1 CE.







