Foi identificado o casal que foi preso preventivamente nesta terça-feira, 28, durante uma operação da Delegacia de Polícia Civil de Quixadá, suspeito de extorquir e ameaçar uma vereadora. Os presos foram identificados como João Paulo da Silva, de 42 anos, e Maria de Jesus Maciel da Silva, de 37 anos.
Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pelo Juiz do Núcleo de Custódia, após representação da autoridade policial, e cumpridos na localidade de Jabotá, no distrito de Custódio, onde o casal reside.
De acordo com as investigações, a vereadora Cida Bezerra (PSD) procurou a Polícia Civil relatando que vinha sendo alvo de extorsão e ameaças enviadas por mensagens. Segundo a apuração, os suspeitos se passavam por integrantes de uma facção criminosa e exigiam o pagamento de R$ 1 mil. Caso o valor não fosse pago, ameaçavam incendiar a chácara da parlamentar, localizada no distrito de Custódio, além de fazer ameaças de morte.
Durante as diligências, a Polícia Civil identificou que a chave PIX informada para o recebimento do dinheiro correspondia ao mesmo número de telefone utilizado para o envio das mensagens. As investigações apontaram que a linha telefônica estava cadastrada em nome de Maria de Jesus Maciel da Silva e vinculada como chave PIX ativa em uma conta bancária desde 15 de agosto de 2025.
Após serem presos, João Paulo da Silva e Maria de Jesus Maciel da Silva optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Questionados sobre a utilização do número de WhatsApp para a suposta extorsão da vereadora, eles não responderam. Maria de Jesus alegou que possui problemas de saúde mental e pediu ao juiz “até pelo amor de Deus” para ir para casa, alegou ainda que já tentou tirar a própria vida.
Após os procedimentos na delegacia, o casal foi encaminhado a audiência de custódia, em seguida foi levado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso. Um aparelho celular foi apreendido e será periciado como meio de prova.
Fonte: Revista Central.







