O Ministério Público do Ceará, por meio da 15ª Promotoria de Justiça de Maracanaú, ofereceu denúncia na última sexta-feira (06/02) contra seis pessoas — quatro homens e duas mulheres — suspeitas de integrar uma associação criminosa especializada em estelionato eletrônico, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A denúncia é resultado de investigação policial que identificou a atuação do grupo entre os anos de 2022 e 2024, principalmente nos municípios de Maracanaú, Pacatuba e Cascavel.
Segundo o MP, os denunciados aplicavam o chamado “golpe do precatório/alvará”. O esquema consistia na produção de documentos judiciais falsos, simulando alvarás e ordens de pagamento supostamente emitidos pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). Os documentos continham brasões oficiais, timbres, assinaturas e números reais de processos, obtidos em consultas a portais públicos.
Com o material, os investigados entravam em contato com vítimas por meio do WhatsApp, geralmente pessoas com processos em andamento naquele estado, para exigir o pagamento de taxas, honorários ou adiantamentos referentes à liberação de valores inexistentes. As vítimas, induzidas ao erro, realizavam transferências bancárias e pagamentos via Pix.
Além do estelionato eletrônico, a denúncia aponta a prática de falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e lavagem de capitais, com uso de contas bancárias próprias e de terceiros para ocultar e dissimular os valores obtidos de forma ilícita.
Durante a investigação, foram apreendidos celulares, um notebook e cartões bancários. Em depoimento, nenhum dos suspeitos negou manter contatos frequentes entre si. Diante da gravidade dos fatos e da atuação estruturada do grupo, o Ministério Público requereu à Justiça a prisão preventiva dos seis denunciados, com o objetivo de interromper as atividades da associação criminosa e evitar novas fraudes eletrônicas.
Fonte: MPCE.







