
UuPermanece internada no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, a mulher que o marido, um militar da reserva teria mandado matar na última segunda-feira (27) em Baturité. Ele foi preso quando acompanhava a esposa no hospital. Com exclusividade ela conversou com a equipe da TV Cidade.
Hoje quem acompanha a mulher no IJF, é a mãe dela, que ainda teme pela vida da filha. A família sempre suspeitou do comportamento ciumento do militar.
Em 2018 veio a primeira tentativa de matar a esposa, em um boletim de ocorrência ela relata que ele tentou sufocá-la, primeiro, apertando o pescoço e, em seguida, tapando a boca da vítima. Ela relata ainda que, na ação, ele usava luvas cirúrgicas. De acordo com a mãe da vítima, nesse dia ele tentou convencer a família que a esposa foi quem quis matar ele.
Mesmo hospitalizada, a mulher falou com a equipe da TV Cidade e disse que o marido sempre foi ciumento. Ela disse que ficou surpresa ao ver o marido sendo preso.
Com medo, a vítima de feminicídio diz que teme pela própria vida. Ela diz que da mesma forma que ele foi atrás da primeira vez deve ir de novo.
O militar aposentado foi preso na última quarta-feira (29) quando acompanhava a mulher no Instituto Doutor José Frota, em Fortaleza, depois que a polícia descobriu e prendeu um dos executores do crime, que ocorreu na segunda-feira (27). Segundo as investigações, ele recebeu R$ 4 mil para matar a esposa do tenente. Agora a polícia quer saber se outras pessoas estão envolvidas no caso.
O CASO
De acordo com a polícia, o PM teria mandado matar a esposa pois desconfiava que ela tivesse um caso extraconjugal. Ele foi preso enquanto cuidava dela no IJF. Ainda de acordo com a polícia, o PM teria encomendado a morte da esposa por R$ 4 mil.
Através do seu advogado, o PM negou que tenha mandado matar a esposa e ficou surpreso com as acusações. Na última sexta-feira (31), o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), por meio da 1ª Vara da Comarca de Baturité, decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva do PM e do suspeito de ter executado a ação criminosa.







